<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5087022352375772538</id><updated>2012-02-16T10:26:24.950-08:00</updated><title type='text'>BAIXO CONTÍNUO</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://baixocontinuo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5087022352375772538/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baixocontinuo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>BAIXO CONTÍNUO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09851666230695569611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-MH9cClYZ0Ek/TkQxWyJZRRI/AAAAAAAAAAU/GjosbYC-mc8/s220/450px-Bachsiegel_svg.png'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>1</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5087022352375772538.post-8413993146568783243</id><published>2011-08-11T13:15:00.000-07:00</published><updated>2011-08-11T13:16:09.792-07:00</updated><title type='text'>BACH (1685-1750)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-uF7coL1xp6s/TkQ4B5DsTpI/AAAAAAAAAAw/04QtBm8ZcO0/s1600/jsb1748.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320px" naa="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-uF7coL1xp6s/TkQ4B5DsTpI/AAAAAAAAAAw/04QtBm8ZcO0/s320/jsb1748.jpg" width="275px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Escrever sobre J. S. Bach em tão poucas páginas e depois de tantos eruditos é um desafio deveras desesperador. Tanto mais que não há músico que se preste tão pouco quanto ele aos entretenimentos literários. A tranquila enormidade do seu gênio esafia a análise, embora ele seja, de todos os mestres, aquele que reclama as mais pacientes exegeses. Vou, pois, arriscar-me a despertar aquela fisionomia grave afstando-me, em alguns aspectos, das visões tadicionais. Infelizmente, tentar esses enfoques e esse comércio com uma obra e uma sombra não é abnegar-se a si próprio. Mas, afinal, todo artista nunca teve outro objetivo senão gerar-se na alma do próximo e gerá-lo por conseguinte, nem que apenas durante o desenrolar de uma sonata.&amp;nbsp;Bach, mais do que ninguém, é um músico da meditação, o&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt; que o distingue muitíssimo. Reconhecendo-se dotado pelo próprio Deus e sendo-lhe devedor por isso, ele não pensou em outra coisa além de servir a seus contemporâneos e ilustrar, o mais perfeitamente possível, o porquê e o como do seu serviço. Mais ainda, ele só se legitimou como criatura, de pé diante de Deus, à medida que seu gênio podia ser praticado pela comunidade. Portanto, não é apenas um homem músico, mas um músico dos homens. Sem vaidade, mas confiante e quase impensadamente, tão natural isso lhe parecia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ele não sonha, como Beethoven, em se transmitir à humanidade futura, em se realizar para ela, muito menos em construí-la à sua maneira; não compensa os fracassos do presente por impulsos proféticos; não impõe seu drama como uma espécie de arquétipo do destino humano - não, ele é um homem a quem basta estar cercado por seu tempo e seu meio. (...) O surpreendente é que, através da sociedade em que vivia, (...) tenha apreendido nossos impulsos mais elementares. Na sua rítmica, há algo de negro africano e a força de enfeitiçamento das velhas magias. Basta, para mim, como prova disso, seu gosto pelo anapesto obcecante ou por&amp;nbsp;aquele &lt;em&gt;moto perpetuo&lt;/em&gt; que ele desenvolve com prazer e que acaba nos comunicando a sensação do turbilhonamento compassado dos mundos. Sob a peruca e as rendas da roupa, um homem ouve-se e se desnuda ingenuamente, de sorte que consegue alcançar as mais antigas expressões do homem. É isso que o torna tão presente para nós. Maravilhosa completitude que lhe permite, em nosso século, ao mesmo tempo, encontrar-se no jazz, exaltar a piedade dos religiosos, estimular os paladinos do intelectualismo, quando não justificar com as suas últimas obras, mesmo que involuntariamente, as pesquisas abstratas dos dodecafonistas. Ele põe todo o mundo de acordo. Teria ficado estupefato com isso, não podendo imaginar que acertaria tão em cheio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;Luc-André Marcel - "Bach", Martins Fontes, 1990 (Coleção Opus 86)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5087022352375772538-8413993146568783243?l=baixocontinuo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://baixocontinuo.blogspot.com/feeds/8413993146568783243/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://baixocontinuo.blogspot.com/2011/08/bach-1685-1750.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5087022352375772538/posts/default/8413993146568783243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5087022352375772538/posts/default/8413993146568783243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://baixocontinuo.blogspot.com/2011/08/bach-1685-1750.html' title='BACH (1685-1750)'/><author><name>BAIXO CONTÍNUO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09851666230695569611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-MH9cClYZ0Ek/TkQxWyJZRRI/AAAAAAAAAAU/GjosbYC-mc8/s220/450px-Bachsiegel_svg.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-uF7coL1xp6s/TkQ4B5DsTpI/AAAAAAAAAAw/04QtBm8ZcO0/s72-c/jsb1748.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
